sexta-feira, 20 de julho de 2012

Amigos meus!

Há uma frase que ouvi em uma palestra que é mais ou menos assim: "Se os homens fossem, realmente, inteligentes se empenhariam em só fazer amigos". O autor da frase eu não lembro, mas o palestrante era o saudoso Antônio Oliveira, uma das pessoas mais inteligentes e sábias que eu conheci.
Considerando que, conforme diz Vimala Thakar, "viver é relacionar-se", o melhor que temos a fazer é procurar ter como amigos todas as pessoas com quem cruzarmos pelo caminho desta coisa chamada vida. Infelizmente, creio que ninguém consiga tal coisa, pois relacionamentos bem sucedidos não dependem exclusivamente de nós, mas também das outras pessoas neles envolvidas, mas o importante é que estejamos sempre dispostos a fazer a nossa parte no desenvolvimento de novas amizades.
Quanto à criação do dia do amigo tenho a seguinte opinião: além de ser um dia para nos lembrarmos dos amigos (coisa que deveríamos fazer todos os dias) ele é uma dia para refletirmos sobre a importância que a amizade deve ter em nossa vida.
O texto a seguir foi copiado de um livro intitulado Bobagens.com de autoria de Derico Sciotti, aquele músico do sexteto do programa do Jô Soares, onde não é informado o nome do autor. Já usei-o em um e-mail enviado aos amigos que permaneceriam na Petrobras após a minha aposentadoria. Portanto, para os que receberam tal e-mail o texto é uma repetição, mas nem por isso ele deixa de merecer ser lido. Afinal, para aqueles que não consegui reencontrar desde que me aposentei, ele pode ser visto como um reencontro com um lindo texto sobre a amizade. Para quem não o conhece, ele oferece a oportunidade de ler algo que apesar de fazer parte de um livro intitulado Bobagens.com, nada tem de bobagem e, muito pelo contrário, diz coisas importantíssimas.
Amigos meus!
"Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo. Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe. Mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família, a qual respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses são designados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz... Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então é chamado de amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face durante o tempo que estamos por perto.
Falando em perto, não podemos nos esquecer dos amigos distantes, que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, aparecem novamente entre uma folha e outra. O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam aumentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho.
Desejo a você, folha da minha árvore, Paz, Amor, Saúde, Sucesso, Prosperidade – Hoje e Sempre – simplesmente porque cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso."
Ao texto acima eu acrescento o seguinte: Mas há também aqueles amigos que se dão ao trabalho de nos procurar no mundo virtual e entrar em contato conosco após décadas sem nos ver, e esses merecem ser citados em uma postagem como esta. Ao Gilson Victorino, meu amigo dos tempos de curso ginasial, hoje (se não me engano) chamado de segunda fase do ensino fundamental, registro aqui o meu agradecimento por sua amizade.
Para terminar, deixo uma frase que recebi por e-mail, sem identificar o autor. "Muitos entram e saem de nossa vida no decorrer do tempo... mas somente os verdadeiros deixam marcas indeléveis em nosso coração... O destino decide quem entra em nossas vidas... as atitudes decidem quem permanece." E entre quem permanece, existem aqueles que embora já tenham partido para outra dimensão permanecem na nossa lembrança e no nosso coração. Em relação a estes o dia de hoje é bastante propício para uma prece em seus nomes. Afinal, amigos são para sempre, independentemente de onde eles estejam.

2 comentários:

Lucimila Lima disse...

Guedes, obrigada pela sua amizade. Com certeza aprendi muitas coisas com você enquanto trabalhávamos juntos. Principalmente a valorizar e lembrar de um amigo. E essas são coisas que estão sendo esquecidas pelas pessoas por "falta tempo" ou por perda de valores.

Um amigo tem um grande valor!! Feliz dia do amigo!!!

Guedes disse...

Lucimila,

Foi gratificante ler o seu comentário bem como ter convivido com você no ambiente de trabalho. A vida é um eterno aprendizado e todos nós temos o que ensinar e o que aprender com aqueles que cruzam o nosso caminho, portanto, eu também aprendi muitas coisas com você. O agradecimento pela amizade é recíproco, minha amiga. Sim, é lamentável que o tempo que dedicamos para compartilhar com os amigos seja cada vez mais reduzido e que a amizade tenha um valor cada vez menor.

O que me parece é que cada vez mais as pessoas confundem o significado de valioso e valorizado. Valioso é tudo cujo valor seja intrínseco; valorizado é tudo cujo valor lhe seja atribuído sabe Deus por quem e com que intenção. Ao confundir valioso com valorizado, as pessoas passam a dar atenção a coisas que, na maioria das vezes, são, equivocadamente, valorizadas em detrimento de uma das coisas mais valiosas que existem: a amizade.

Talvez o esquecimento a que você se refere não seja uma questão de “falta de tempo” ou perda de valores, pois a primeira coisa é conseqüência da segunda. É por perder determinados valores que as pessoas propiciam as condições para o surgimento da “falta de tempo” para dedicar ao que estiver relacionado aos valores que foram perdidos.

Sim, um amigo tem um grande valor! Portanto, felizes dias para você, minha amiga.

Beijos,
Guedes